quarta-feira, 20 de junho de 2012

Cuidado com os pombos

Introdução:
O pombo (Columba livia) é uma ave que faz parte da família dos columbídeos, originária da Europa.


Foram introduzidos por volta do século XVI na América do Sul, e se adaptaram aos centros urbanos pela facilidade de encontrar abrigo e alimento.


São encontrados no mundo todo, principalmente nas grandes cidades, com exceção das regiões polares.


Características:
Na natureza, os pombos têm a função de controlar insetos e disseminar sementes das plantas que utilizam como alimento.
As sementes são eliminadas nas fezes, prontas para germinar no solo.


Nas grandes cidades há muitas pessoas que alimentam os pombos com milho, pão e até restos de refeições.


Recebendo esse alimento, as aves deixam de buscar na natureza os alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e sementes.


A oferta ou escassez de alimentos influencia a reprodução dos pombos.


Em locais onde há fartura de alimentos ocorre o aumento da população destas aves.


Se há escassez de alimentos, a população tende a diminuir até chegar a um patamar de equilíbrio.


Os pombos vivem de 15 a 30 anos na natureza, e somente de 3 a 5 anos nas cidades.


Formam casais por toda a vida, tendo de quatro a seis ninhadas por ano, cada uma com até dois filhotes.


Os ovos são incubados por 17 a 19 dias.


Os filhotes começam a voar com 30 dias, e tornam-se adultos entre seis e oito meses de idade.


Abrigam-se em locais altos, como torres de igreja, forros de telhados, topos e beirais de edifícios, vãos de instalação de ar condicionados, etc.


São aves migratórias e permanecem no mesmo local a vida inteira.


Fazem seus ninhos de forma muito rudimentar e com qualquer material, como gravetos de árvores, canudos plásticos, pregos, e até esqueletos de outros pombos, sobre seu próprio excremento.


Sua densidade populacional é relacionada às particularidades dos locais que habitam, e à facilidade de acesso ao alimento e ao abrigo.


Riscos à saúde:
Vários fungos e bactérias podem se desenvolver nas fezes ressecadas dos pombos.


A inalação da poeira desses restos, além do consumo de água e alimentos contaminados por estes microorganismos, pode causar graves doenças respiratórias, como a Criptococose e a Histopasmose.


Geralmente, as vítimas destas doenças são pessoas que convivem com grande quantidade de aves em ambientes fechados, sem padrões de higiene e sem controle veterinário, ou pessoas com deficiências imunológicas causadas por doenças pré-existentes.


Principais doenças que podem ser transmitidas através de fezes e dejetos dos pombos:
- Criptococose.
- Histoplasmose.
- Clamidiose.
- Salmonelose.
- Dermatites.
- Alergias.


Problemas ambientais:
As fezes dos pombos podem contaminar a água e os alimentos, tornando-os impróprios para o consumo.


As fezes ácidas dos pombos causam danos em pinturas, superfícies metálicas, monumentos e fachadas.


Em locais onde os pombos são alimentados ocorre a proliferação de roedores e insetos.


Métodos de manejo populacional:
1 - Medidas de médio e longo prazo.
- Uso de pombais de reprodução controlada, que consiste na construção de pombais como pontos de concentração e nidificação das aves, onde os ovos e os ninhos são destruídos de forma controlada.
É uma técnica que requer persistência, pois os ovos devem ser quebrados a cada duas semanas, até que a mortalidade natural elimine as aves adultas.
Deve ser empregada junto a outras medidas de controle.


- Controle de abrigos.


- Evitar alimentar as aves em locais inadequados.


2 - Medidas de curto prazo.
Funcionam como barreiras físicas que impedem ou dificultam o pouso e a instalação das aves.


- Inclinação de superfícies de pouso.


- Emprego de acessórios desestabilizadores de pouso.


- Vedação de espaços de abrigos.


- Uso de telas protetoras.


Comentários pessoal:
- Já encontrei pombos mortos, dentro de espaços destinados para a colocação de aparelhos de ar condicionados, com restos de filhotes e grande quantidade de larvas e mau cheiro, ou seja os pombos conseguiam entrar por alguma fresta, porém não conseguiam mais sair. O local teve de ser limpo e desinfetado e as frestas foram vedadas com tela.


- Em edifícios ou locais que têm grande número de pombos, os aparelhos de ar condicionados precisam se limpos de 30 em 30 dias, porque os aparelhos quando em funcionamento, aspiram o pó de fezes ressecas e trazidas pelos ventos para o seu interior. Este pó de fezes em contato com a água no interior do aparelho se transforma numa gelatina incolor ou amarronzada e fétida. Esta gelatina entope a saída do dreno e o aparelho passa a transbordar água pelas laterais. A limpeza tem que ser feita com lavadora de pressão e, também deverá ser aplicado desinfetante, antes e após a limpeza.


- Nas praias, em calçadas e até mesmo em alguns bares e padarias, é comum a presença de pombos a procura de restos de alimentos e migalhas. Você os espanta, mas em seguida eles voltam.


- Existe a venda em floriculturas, uma planta decorativa pequena, que serve para incomodar os pombos. Ela tem várias pontas que espetam e incomodam os pombos. Ela pode ser fixada em muros e beiradas de janela com silicone ou fita dupla face.


- A Sociedade Protetora dos Animais, oferece serviços contratados de aplicação de um gel transparente que é aplicado nos terraços e locais onde os pombos costumam pousar. Como o pombo não consegue se estabilizar após o pouso, ele vai embora para outro local. Este gel resiste a chuva e dura em torno de um ano.


Fonte:
Rio Prefeitura.
Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses.
ouvidovisa@rio.rj.gov.br
ccz@rio.rj.gov.br








Autor dos comentários:
Gilson Carlos Pessanha
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