terça-feira, 13 de novembro de 2012

A insegurança de antigamente era melhor do que a segurança atual ?

Olá amigos e leitores do Blog do Gilson Eletricista.

Hoje, dia 15 de Março de 2015, e este post continua atual e valendo para a situação política e de segurança no Brasil.

Grande maioria está se lamentando de suas opções eleitorais e chegam a vislumbrar uma guerra civil e a  volta dos militares para colocarem Ordem e Progresso...

Ao circular pelos bairros do Rio de Janeiro é notório a grande quantidade de muros com arames farpados, cercas elétricas, grades em voltas dos edifícios, grades em janelas, não só de andares baixos mas também em andares altos.


Estabelecimentos comerciais e privados com forte aparato de segurança particular, ruas com segurança particular e patrulhamento ostensivo 24 horas, interfones e  câmeras espalhadas por todos os cantos.

Mas será que toda esta segurança sempre foi necessária ?

Nas décadas de 50 e 60, era completamente diferente.

Os prédios e as janelas  não tinham grades.

Os vendedores mascates ciganos entravam livremente nos prédios e batiam de porta em porta para oferecerem sabonetes, jóias e tecidos.

O morador abria a porta e caso se interessa-se pelo que estava sendo oferecido, convidava o vendedor para entrar, mesmo sem nunca tê-lo visto antes.

Estes artigos poderiam, inclusive, serem comprados de forma parcelada sem nenhuma garantia. 
A compra era anotada em um caderninho e no dia marcado o vendedor voltava para receber o pagamento.

Nenhum prédio tinha interfone para anunciar o visitante.

Os malandros, os assaltantes e os traficantes respeitavam e temiam a Polícia Civil.

E todos  por sua vez temiam a Polícia do Exército.

Época dos Generais;

Época do Cassino da Urca;

Época das grandes cantoras do rádio;

Época das grandes orquestras e da música ao vivo;

Época da Tv preto e branco;

Época do telefone com discador;

Época sem doenças como a Aids e o Câncer;

Época sem os suplementos alimentares;

Época dos toca-discos e dos Lps de vinil;

Época do Fusca;

Época em que a maior bomba energética era uma vitamina de leite e  banana com aveia, na padaria;

Época das paqueras na Confeitaria Colombo;

Época dos grandes movimentos estudantis;

Época dos grandes espetáculos no Teatro Municipal;

Época dos Festivais de MPB;

Época dos Beatles;

Época do Roberto Carlos e o Movimento da Jovem Guarda;

Época de Pelé e Garrincha;

Época das águas limpas e cristalinas na Lagoa Rodrigo de Freitas;

Época do aterro do Flamengo;

Época em o salário mínimo sustentava uma família e ainda sobrava para comprar a casa própria;

Época em que as escolas públicas e estaduais, tinham professores que ensinavam de verdade;

Época do bonde elétrico;

Época da Discoteca do Chacrinha e suas chacretes;

Época em que éramos felizes mesmo com tanta insegurança ...




Autor do texto:
Gilson Carlos Pessanha
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