sábado, 22 de junho de 2013

A importância de uma inspeção visual nos tetos rebaixados em um banheiro

Fui contratado para efetuar a troca das antigas  fiações elétricas com mais de 20 anos de uso, em um apartamento.

Os fios rígidos estavam apresentando ressecamento nas capas e a vida útil já havia atingido o limite.

As novas fiações elétricas seriam cabos flexíveis anti-chama da marca Sill.

Quando chegou a vez do banheiro, verifiquei que no teto de gesso rebaixado fora instalado uma grade de ferro para arejar o cômodo, uma vez que o aquecedor à gás estava instalado dentro do banheiro, o que atualmente é proibido.

Retirei os 4 parafusos que prendiam a pesada grade no teto, para ter acesso aos eletrodutos e ao fazer uma inspeção visual verifiquei algumas irregularidades:

- Havia um pequeno vazamento vindo do banheiro de cima, o qual não fora percebido pelo fato dos pingos estarem sendo absorvidos pelo gesso.

- Todo o teto estava encharcado e poderia desabar em algum momento, principalmente a pesada grade de ferro.

- O instalador da grade, deixou todos os pedaços do gesso cortado, em cima do teto (entulho).

- Os antigos tubos de ferro para água, foram substituídos por tubos de PVC, porém os vergalhões de sustentação da lage, foram deixados expostos e sem proteção contra oxidação.

Observe que a pesada grade de ferro fica apoiada em estreitas áreas do gesso o qual está sem sustentação de arames galvanizados



Esta técnica de sustentação do teto de gesso, com pontos de gesso colados na lage, não é mais utilizada.
Os gesseiros atualmente, utilizam pinos de aço, disparados por uma pistola e as placas de gesso são sustentadas por arames galvanizados, presos nestes pinos cravados no concreto da lage


Este vergalhão da lage está exposto e muito oxidado


O peso inicial do teto de gesso ficou aumentado pela água absorvida, pelo entulho largado e pela pesada grade de ferro (poderiam ter instalado uma grade em alumínio).

Todas estes fatos observados foram mostrados ao morador para que toma-se as devidas providências junto ao síndico e ao morador do andar de cima.

A minha cliente ficou impressionada com o fato do instalador da grade não ter levado os pedaços de gesso para a lixeira.

Comentei que nos meus anos de trabalho nas residências com este tipo de rebaixamento, já ter encontrado dentro dos tetos:

- Garrafas de cachaça vazias;

- Pedaços de tijolos;

- Sacos com sobras de gesso ou cimento;

- Pedaços de madeira;

- Jornais;

- Latas de tinta cheias ou vazias;

- Partes de um vaso sanitário quebrado;

- Sobras de azulejos e cerâmicas;

- Ferramentas esquecidas;

- pedaços de placas de gesso ou placas inteiras.

Agora, você deve estar se perguntando:

Por quê todo este entulho é largado acima do teto de gesso, ao invés de ser retirado e descartado no local apropriado ?

Irresponsabilidade e preguiça.

Muita das vezes o entulho retirado ultrapassa 50 Kg.



Estamos no ano de 2013 e este monte de jornal amarelado e furado por traças tem a data de 2000. Virou alimento para cupins, traças e baratas.

Blocos de cimentos caídos e outro por cair + sobras de placas de gesso cortadas e quebradas + pedaços de tijolos quebrados.

Restos de sacos de pano e entulho de obra.

Dica:
Se o seu teto rebaixado tiver algum acesso, com o auxílio de uma lanterna, faça uma inspeção visual no interior.
A sanca de gesso aberta é outro local onde também estas pessoas costumam deixar entulhos.





Autor do texto e das fotos:
Gilson Carlos Pessanha
MyFreeCopyright.com Registered & Protected








Book & Candle Comments
Visite e curta a minha página no facebook.com/GilsonEletricista

Nenhum comentário:

Postar um comentário