quarta-feira, 3 de julho de 2013

Enfermeira, passe o maçarico.

Lâminas de plasma podem tornar cirurgias mais precisas e menos sangrentas.
Em medicina, o termo plasma geralmente se refere ao componente líquido do sangue.

Agora os cientistas estão pesquisando como aproveitar melhor o plasma encontrado em estrelas e raios - é o quarto estado fundamental da matéria, ao lado de sólidos, líquidos e gases - para fazer incisões no corpo como um maçarico e operar sem sangue.

Desde o início do século 20 cirurgiões têm utilizado faíscas de plasma para extrair verrugas e outros tecidos malignos.

No final do século pesquisadores começaram a estudar como jatos de plasma poderiam ser usados para cortar tecidos humanos, como os cortadores de plasma industriais têm feito com metal desde os anos 60.

Esses bisturis de plasma cauterizariam os tecidos à medida que os cortassem.

¨É como um sabre de luz¨, explica o cirurgião Jerome Canady, de Washington - DC, que inventou uma das primeiras lâminas cirúrgicas de plasma.

O sangramento interno pode ser fatal e encontrar meios para evitar que ele ocorra pode salvar vidas.

Minimizar a necessidade de transfusões de sangue também pode ser vital, especialmente no campo de batalha (o Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos testou em campo lâminas de plasma cirúrgicas em 2008).

Um bisturi de plasma funciona ao injetar gás pressurizado, como o argônio, através de um canal muito estreito, onde ele adquire uma carga elétrica que o transforma em uma lâmina de plasma que flui a uma velocidade de 2400 Km/h.

As lâminas de plasma cirúrgicas normalmente utilizam jatos de plasma relativamente frios, mas suficientemente quentes para cauterizar o tecido em contato direto, aquecendo as células vizinhas a apenas cerca de 36º C.

¨Podemos operar com mais precisão que com um bisturi comum¨, diz Canady.

Com bisturis convencionais ocorrem danos colaterais de 0,4 a 0,8 mm e com lâminas de plasma apenas de 0,1 a 0,2 mm.

As pesquisas sugerem cada vez mais que o plasma pode ter efeitos terapêuticos além dos que resultam do calor.

O plasma faz com que as moléculas neutras do oxigênio e nitrogênio no ar se tornem eletricamente carregadas.

Em seguida, esses elementos formam ozônio de nitrogênio e outros compostos reagentes capazes de  matar bactérias e células cancerosas.

O físico especializado em plasma, Michael Keidar, diretor do Instituto George Washington de Nanotecnologia, em Washington - DC, e seus colegas têm uma subvenção de cinco anos, de US$445 mil, para pesquisar os efeitos físicos do plasma no corpo humano.

Talvez o controle da frequência, voltagem e da forma das ondas dos pulsos elétricos utilizados para energizar o plasma afete a profundidade com que ele penetra em tecidos vivos.

Fonte:
www.sciam.com.br




Witchy Comments & Graphics
Visite e curta a minha página no facebook.com/GilsonEletricista

Nenhum comentário:

Postar um comentário