domingo, 17 de abril de 2016

O quê diz a Torah, sobre a não gratificação de um trabalhador ou colaborador ?

Olá nobres amigos e iluminados leitores do Blog do Gilson Eletricista.

Muitas pessoas, até mesmo da Religião Judaica, não seguem os mandamentos, sobre o pagamento de serviços contratados.

É o famoso ditado:

¨Pimenta nos olhos dos outros é refresco¨...

Ou, amanhã eu te pago...

Ou, para a semana eu te gratificarei...

Ou, assim que puder, te procurarei...

Ou, estou sem tempo para acertarmos as contas...

O certo é: 

Antes do pôr-do-sol.

Este Post, vai cair, na cabeça de muitas pessoas físicas e/ou jurídicas, Judeus e estrangeiros, como um chapéu  ou um Kipá sob medida.

Fica a dica.


Autor do texto de introdução: Gilson Carlos Pessanha            MyFreeCopyright.com Registered & Protected   


A TORAH E AS QUESTÕES SOCIAIS – Parte 1.



“Não defraudarás o empregado aflito e necessitado, seja ele dentre teus irmãos, ou seja, ele dos estrangeiros que habitam na tua terra, nas tuas cidades. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e isto o farás antes do pôr-do-sol, porque é pobre, e   ela arrisca a sua alma; para que não clame contra ti a YHWH, e haja em ti pecado”. Devarim (Deuteronômio) 24:14-15.

A Torah aborda questões sociais desde muitos séculos. A preocupação com os menos favorecidos é uma constante nas Escrituras, conforme Wayiqra’ (Levítico) 23:22. Apesar de toda esta ênfase muitos – empresários(as) /empregadores (as) nutrem determinadas atitudes desonestas, criminosas e desumanas de reter a fonte de sustendo de seus funcionários.
O Salário é um direito do empregado. Quem pensa que YHWH (Adonai) não se importa com tais questões, esquecem-se do que lhes é dito: Não defraudarás. Esta expressão significa – “explorar, extorquir, lesar o direito de ganho do trabalhador”. Muitos lesam o direito do trabalhador em não pagar adequadamente as horas-extras, as comissões ou retendo o pagamento dos funcionários e deixando-os esperar desnecessariamente quando o recurso para o pagamento já está disponível.
A Torah descreve estes trabalhadores como: aflitos epobres. Notem que o texto fala da condição psicológica quando as chama de aflitas e apresenta sua estrutura socioeconômica quando diz que são pobres. São estas pessoas que se tornaram vítimas do desfavorecimento socioeconômico.
Quando o texto fala: “No seu dia lhe pagarás a sua diária, e isto o farás antes do pôr-do-sol...”. Naqueles dias os trabalhadores recebiam seus honorários sob a forma de diárias. Isto significa dizer que, ao fim de um dia de trabalho árduo aqueles trabalhadores dirigiam-se a seus empregadores a fim de receber por aquele dia.
Era com este ganho diário que garantiam a alimentação diária, o pagamento de suas dívidas. As atitudes de exploração ao aflito e pobre trabalhador, não é apenas um crime do ponto de vista trabalhista, mas também, um grave pecado contra YHWH (Adonai).
Labão é símbolo de muitos enganadores e fraudadoresque estão por aí a causar males aos filhos de D’us, Compare com Gênesis 31:7,8.
Todas estas atitudes pecadoras são condenadas nas Escrituras Sagradas, Malaquias 3:5; Jeremias 22:13. Quando a Torah enfatiza estas questões não faz para expor o empregador transgressor a vergonha, mas para conduzi-lo ao caminho da retidão e da justiça, pois está escrito: “No seu dia lhe pagarás a sua diária, e isto o farás antes do pôr-do-sol, porque é pobre, e ela arrisca a sua alma; para que não clame contra ti a YHWH, e haja em ti pecado”.
Quero encorajar nossos irmãos (as) empresários (as) a viverem para agradar ao D’us Eterno, pois está escrito:
“Aleluia! Louvado seja YHWH! Bem-aventurado é o homem que teme a YHWH e que ardentemente se dedica a cumprir Seus mandamentos. Poderosa na Terra será sua descendência, uma geração íntegra e abençoada. Fartura e riqueza haverá em sua casa, e sua generosidade durará para sempre”. Tehilim 112:1-3.


גמליאל בן יעקב
Gam’lîēl be

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