domingo, 17 de junho de 2012

Recomendações para quem é Hipertenso

Pressão alta ou hipertensão:
A pressão alta é considerada um risco para a saúde por favorecer o desenvolvimento de outros problemas sérios em nosso corpo.

Como exemplo, podemos dizer que quem é hipertenso tem maior chance de ter infarto do miocárdio (ataque cardíaco), acidente vascular cerebral (derrame) e insuficiência renal (que pode ter como tratamento a diálise).

Mas isso não quer dizer que você que tem pressão alta obrigatoriamente irá apresentar essas complicações.

Tudo isso poderá ser evitado se determinadas atitudes forem tomadas.

Outro fator importante, e que nem sempre é entendido por todos, é que pressão alta, na grande maioria das pessoas, não acompanha nenhum tipo de sintoma.

Isso tem importância fundamental, pois muitos medicamentos utilizados pelos portadores de pressão alta podem produzir algum sintoma conhecido como efeito colateral.

Daí a necessidade de um contato permanente com seu médico para que ele possa identificar, no momento de qualquer queixa, se esta é ou não relacionada ao medicamento e, dessa forma, corrigir a dose ou mesmo modificar a receita.

Mas tratar pressão alta não é somente tomar medicação.
Como sabemos, hoje, sem que o próprio paciente tenha a consciência da necessidade de modificar seu estilo de vida, fica muito difícil o controle adequado da pressão alta.

Esta modificação compreende as seguintes atitudes do paciente:
- Diminuir o consumo de sal nos alimentos.
- Abandonar o hábito de fumar (tabagismo).
- Reduzir o peso corporal até atingir o peso normal para a sua altura.
- Praticar atividade física regular (longas caminhadas, ciclismo, natação).
- Diminuir a ingestão de gorduras.
- Diminuir sensivelmente a ingestão de bebidas alcoólicas.

Sal:
Há muito tempo se sabe que existe uma relação entre o consumo de sal na dieta e o aumento da pressão arterial.

Temos muita dificuldade de ficar sem comer alimentos salgados, mesmo porque ainda na vida intra-uterina (dentro da barriga da mãe) começamos a aprender a nos alimentar com muito sal.
É uma questão cultural.

Portanto, qualquer paciente que retirar todo o sal da dieta, acabará mais cedo ou mais tarde abandonando a restrição, isto é, voltando a comer sal como aprendeu.

Para resolver tal problema, temos uma proposta mais simples e suportável para o paciente com pressão alta.

Regra dos cinco dedos:
1º - Evite os pães em geral.
Dê preferência a torradas de glúten.

2º - Evite queijos.
Com exceção de ricota ou do queijo branco, que tenha escrito no rótulo ¨Sem Sal¨.

3º - Evite os embutidos e compactados (salsichas, linguiças, salames, presuntos, mortadelas e similares).

4º - Evite os alimentos conservados em latas e vidros (azeitonas, palmitos, ervilhas, milhos, ketchup, mostarda. maionese, massa de tomate, patês, sardinha e similares).

5º - Retire o saleiro da mesa de refeições.

Fumo:
O cigarro interfere na pressão arterial de várias maneiras.

Promove um aumento na variabilidade da pressão arterial, e isso é muito ruim para os tecidos que ficam na porção interna dos vasos sanguíneos (conhecidos como endotélio).

Estes podem se romper e permitir a entrada de gorduras e a obstrução dos vasos.

Além dos efeitos cancerígenos do cigarro, ele também está relacionado com a maior incidência de doenças do coração.

Peso:
Existe uma relação direta entre peso e pressão arterial:
¨Ganho de peso aumenta a pressão, diminuição de peso reduz a pressão¨.

Sabemos hoje que existem vários tipos de obesidade.
Como exemplos, citamos a obesidade longa vida e a obesidade do adulto.

Esta última geralmente relacionada com o tipo de obesidade central (também conhecida como obesidade andróide, com predominância de tecido adiposo na região abdominal).

É justamente ela que se relaciona mais com o risco de doenças cardiovasculares.

Exercícios:
A prática regular de exercícios promove uma queda da pressão arterial.

Para aquelas pessoas que não estão acostumadas a muita atividade física, é recomendável a consulta a um médico antes de começar a praticar esportes.

O exercício deverá ser do tipo aeróbico (como caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta), e a frequência de no mínimo três vezes por semana, com duração de 45 minutos por vez.

Gorduras:
O aumento de colesterol e de triglicérides (são dois tipos de gordura encontrados no sangue que, quando aumentados, podem produzir doenças cardiovasculares), estão relacionados com a maior dificuldade de controle da pressão arterial.

Isso acontece porque os vasos sanguíneos não respondem adequadamente ao uso dos medicamentos contra a pressão alta.

O controle rigoroso dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicérides diminui o risco cardiovascular e tem efeito favorável sobre o controle da pressão arterial.

Álcool:
A ingestão de álcool em pequena quantidade possui o efeito relaxante e pode até diminuir a pressão arterial.

Já o consumo aumentado de álcool pode elevá-la e dificultar o seu controle adequado.

Por consumo baixo de álcool entende-se uma taça de vinho, ou uma dose de uísque, ou meia garrafa de cerveja.

Mais que essa quantidade diária irá definitivamente influenciar de forma desfavorável o controle da pressão arterial.

Sempre que possível, o melhor é não consumir álcool.

Dessa forma, além de evitar o problema da dependência, estamos evitando também os efeitos deletérios que determinadas substâncias presentes no álcool (radicais livres) produzem no organismo.

Fonte:
Dr. Celso Amodeo
Especializado em Hipertensão Arterial pela Alton Oschner Medical Foundation - LA - EUA.
Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo.


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