domingo, 5 de maio de 2013

O valor das coisas simples

Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima.
Você já parou para pensar em quantos objetos de valor, mas que nem são mais utilizados, ficam guardados no fundo das gavetas, acumulando poeira ?

Como diz o verso da antiga música ¨Volta por cima¨ do compositor Paulo Vanzolini: ...levanta sacode a poeira e dá a volta por cima.

Coloque tudo em movimento e recicle sua vida !

A energia dos objetos e dos ambientes precisa estar sempre em movimento.
Roupas, papéis, e-mails, fotos, moedas, joias, acessórios, etc,...nossa !

Se fizermos uma busca pela casa ou mesmo pela nossa mesa de trabalho e computador, encontraremos tantos itens que não servem mais, estão quebrados ou mesmo esquecidos e, por isso, são deixados de lado.

Segundo o professor, terapeuta do Espaço Entrevidas de São Paulo e apresentador do programa de rádio de mesmo nome, Marcello Cotrim, o ato de acumular está relacionado está relacionado à pessoa que busca segurança, uma vez que cada objeto possui um significado afetivo dentro dos condicionamentos e da história de vida de cada um.

Para a artesã da Joalheria Alternativa, Beatriz Lobo, aquelas peças feitas com pedras preciosas, ouro, prata e até mesmo as bijuterias precisam estar constantemente em uso.

Muitas vezes herdamos joias de familiares, mas que não nos servem, como acontece muito com anéis, apertados ou largos no dedo, ou outras que quebram, um brinco que fica sem o par.

Não as deixe guardadas no seu porta-joias ou no cofre.

Conserte, transforme em outra joia, faça uma boa limpeza para renovar essa energia e trazer para você todas as boas vibrações desses metais tão nobres.

Dinheiro vivo.
Você sabia que as moedinhas jogadas pelos cantos valem tanto quanto as cédulas ?

Você só se lembra delas quando a moça do caixa pergunta se tem trocado ?

Pois é, elas são utilizadas para isto mesmo: troco.

Quem trabalha no comércio sabe bem o quanto elas fazem falta nesse momento.

A quantidade de moedas que há no Brasil é praticamente o dobro da quantidade de habitantes da Terra.

O Banco Central, que é o responsável pela produção e circulação do dinheiro por aqui, muitas vezes promove campanhas educativas para fazer circular esse verdadeiro tesouro escondido no fundo de bolsas e gavetas.

As mais antigas são produzidas em aço e, as mais recentes, também em aço misturado a outro metal, como o bronze e cobre, e podem durar até 20 anos.

Marcello Cotrim destaca que quem já passou dos 40 anos tem um registro na memória de que a moeda é para ser poupada.

Éramos incentivados a fazer poupança na infância.
Poupar para o futuro.

Crianças tinham a possibilidade de realizar sonhos com esse dinheiro guardado em cofrinhos.

Além disso, havia a sensação de durabilidade poe ser de metal, o que a cédula de dinheiro não possui.

Já  esta é a geração do cartão de crédito e débito.

Andar com moedas dá a sensação de viver no passado, um costume nada prático, pois o metal é pesado.

Os jovens querem andar livremente, tudo precisa ser portátil e leve, e existe ainda a ideia  de que não conseguem comprar quase nada com elas.

Por outro lado, os centavos são muito utilizados no comércio, como ferramenta de marketing: basta olhar ao redor e ver quantas lojas de R$1,99 estão por todos os lados.

Normalmente as pessoas trazem dentro de si a crença de que o dinheiro sai muito mais fácil do que entra, quando na realidade podem se tornar receptivas a essa energia, para que ele flua para sua vida, abundantemente.

As pessoas jogam suas moedinhas na gaveta e as desprezam, pois dão pouco valor ao próprio dinheiro.

É o reflexo de uma atitude subconsciente de baixa autoestima quanto à própria capacidade de ganhar dinheiro, como se aquelas moedas representassem a falta de prosperidade da pessoa.

Na realidade, é exatamente o contrário !

Utilizá-las em suas compras é expandir essa energia ao redor delas, assim como vender ou doar os objetos que não têm uso  é criar espaço para a chegada do novo.

Espaço virtual.
Você olha aquela imensidão de e-mails, fotos, documentos escaneados e não sabe dizer por quê estão todos ali arquivados no seu HD.

Existem pessoas com muita dificuldade de se desfazer de qualquer tipo de objeto (físicos ou virtuais) especialmente pelo que simbolizam, congelando um determinado momento da vida, seja uma foto com alguém com quem tenha um laço afetivo, ou mesmo um e-mail importante, por exemplo, por conter uma proposta de trabalho que, na época, o deixou muito feliz e o fez se sentir próspero.

Coleções que são tudo de bom.
Cotrim explica que é muito importante diferenciar a pessoa que adora guardar coisas dos verdadeiros colecionadores.

Acumular, muitas vezes, é uma doença que gera sofrimento, pois prejudica até a sua relação com as pessoas.

Já os colecionadores fazem a organização e a limpeza dos objetos que colecionam, gostam de mostrar a sua coleção, dão valor a isso, e muitas vezes suas coleções valem bastante dinheiro e podem se tornar um investimento.
Medo da mudança.
A mudança exige que você passe por um período de instabilidade até que tenha firmeza em uma nova forma de levar a vida.

As pessoas têm muito medo de cair durante a transição de uma etapa para outra da vida.

O amor-próprio e a fé fazem com que se chegue bem ao seu porto seguro.

Às vezes é preciso desconstruir o mundo que conhecemos, eliminando móveis, papéis, roupas e fotos de  antigos relacionamentos que ativam a memória de um outro tempo.

Presentes de um casamento desfeito e que você não usa, mas que ficam ocupando espaço em sua casa, em sua mente e em sua vida.

Ponha tudo isso para circular, pois trazem lembranças positivas e negativas ao mesmo tempo.

Eliminá-los auxilia  o subconsciente a aceitar essa transformação.

Você quebra a ilusão da eternidade de tudo - épocas, situações e objetos - e aceita a transitoriedade e a mutabilidade das coisas, passando a lidar melhor com a transformação.

Os dois itens que mais são guardados, depois das moedas.
Roupas:
São acumuladas porque se espera que servirão no futuro, trazendo uma ilusória sensação de segurança, e de outro lado, é uma maneira de preservar um momento feliz que vivenciou, no qual teve sua autoestima elevada, como se fosse aprisionar uma época e tentar preservar aquilo.

O lado negativo é que a pessoa não se sente merecedora de ter novamente aquele momento mágico.

Está ligado à autoimagem negativa do presente.

Papéis:
Documentos são a sua ligação com  um momento de poder.

Aquela vez em que comprou um carro novo, uma TV bacana - essa sensação de conquista permanece e, por isso, guarda-se a nota fiscal que já expirou e não serve pra mais nada.

É a guarda do poder material exercido em uma determinada ocasião.

O ruim disso é o apego ao passado, o que demonstra que a pessoa não se sente capaz de exercer esse poder no tempo presente.

É preciso reciclar, ou seja, iniciar um novo ciclo.

Fazer a doação daquilo que não usamos mais é maravilhoso, pois encerra um ciclo para começar um novo e abre espaço para recebermos as novidades que a vida nos reserva.

A vida é movimento.

É preciso fazer com que tudo flua pela sua vida.

Desocupar espaços no ambiente em que vivemos e trabalharmos representa a criação de um espaço fértil em nossa mente para plantarmos novas ideias, novos sonhos e para despertar a criatividade.

Viva melhor e mais feliz !

Recicle-se !

Fonte:
Revista Ponto de Encontro
Profashional Editora Ltda.


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